terça-feira, 5 de abril de 2011

O MONSTRO DA CHUVA E DO RELÂMPAGO



Era uma vez dois monstros chamados «Chuva» e «Relâmpago», que viviam no jardim. Comiam erva e folhas de árvores.

Um dia, os três meninos ouviram um barulho nos arbustos e foram ver devagar o que se passava. Eram dois monstros que gostavam de assustar as pessoas. Estavam a discutir quem era o mais feio e quem ia provocar a trovoada, naquela noite. Eles, que não estavam à espera de ver pessoas, fugiram para a sua casa, debaixo da terra.

Os meninos contaram aos seus amigos o que tinham visto e ninguém queria acreditar!

No dia seguinte, as crianças estavam reunidas e foram espreitar os monstros nos arbustos. Estes estavam escondidos e, quando os meninos se afastaram, eles decidiram pregar-lhes um susto!

Filipe Abel Gomes

UMA VIAGEM AO NECAS


Num dia de Verão, quando o sol brilhava muito e o ar estava abafado, o Valdemar e o Sr. António decidiram ir à tasca do Necas.

Ouvia-se dizer que havia uns bons petiscos, como bolos de bacalhau e fêveras, já para não falar das famosas moelas! Tudo isto acompanhado de um pão fresco.

Como já não se viam há muito tempo, ficaram calmamente a comer e a conversar num ambiente acolhedor. O Sr. António, que era mais velho, gostava de saber novidades do Valdemar. Perguntou pelos pais, pelos estudos, pelos amigos… a vida em geral. Ao fim de duas horas, o jovem regressou à escola e o Sr. ao trabalho.

O almoço tinha sido saboroso e a companhia agradável. A cerveja estava fresca e a tasca acolhedora. A despesa foi paga pelo Sr. António, que fez questão!

O Valdemar gostaria de repetir este momento e então combinara outro almoço no mesmo local para o mês seguinte.

Afinal, mais importante do que os bons petiscos do Necas foi o momento passado na companhia de um amigo mais velho que transmite sabedoria e experiência.

David Parente

ESTÁ A DAR MUITO TRABALHO!


Era uma vez um robô contratado pela menina Liana, de dez anos, que era muito preguiçosa.

Esta máquina, em forma de boneco gigante, fazia o trabalho doméstico que a mãe da Liana destinava para a filha. Enquanto a menina brincava e via televisão ou conversava com as amigas ao telemóvel, o robô varria o chão, limpava o pó, lavava a louça, fazia as camas, aspirava e até levava o cão à rua.

Há seis meses que a Liana tinha este robô, comprado com o dinheiro do seu mealheiro, que resultava das prendas de aniversário das avós e dos tios. Mas ela estava a ficar incomodada com o facto de ele não parar de reclamar «Está a dar muito trabalho! Está a dar muito trabalho!».

Um dia, aconteceu o pior… Estava a máquina ocupada na sua tarefa de passear o cão, quando umas gotas de água começaram a cair do céu. Estava a chuviscar, mas depressa se tornou numa forte chuvada. Não só o canídeo se molhou como o robô ficou encharcado.

Estão a imaginar o que aconteceu?!

O «Está a dar muito trabalho!» avariou e nunca mais pôde ajudar a Liana. A mãe dela descobriu o que se passou e, a partir daí, a filha foi obrigada a trabalhar e a cumprir todas as tarefas e mais algumas.

Com isto, a menina aprendeu que não vale a pena ser preguiçosa e que devemos fazer um esforço para aprendermos de tudo um pouco, pois todas as experiências são importantes para o nosso crescimento diário.


David Parente


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