terça-feira, 8 de maio de 2012

SASSAI E NIRUMBÉ - escritora Bernadete Costa


Máscara David Parente


Máscara Raúl Gomes


Sassai e Nirumbé eram muito amigos, bom, diremos até mais do que amigos, namoradinhos de fresco, acabadinhos de sair das mãos de artista de Raúl e David, meninos especiais e dotados para as artes. Sendo estes meninos especiais, também o eram porque possuíam poderes mágicos: Raúl encarnava a personagem do fantástico mago Merlim, e David vestia a roupagem do incrível Feiticeiro de Oz, ainda que a residirem no sonho da sua criatividade. Eles elaboraram um casalinho de máscaras muito diferente das restantes que, seguramente, haveriam de formigar pelas ruas da cidade de Viana do Castelo, no dia de carnaval, soalheiro, por certo.
Compete aqui esclarecer que Raúl e David, respectivamente, o mago Merlin e o feiticeiro de Oz nos seus sonhos, já cá se mencionou, fizeram nascer aquelas máscaras com muito amor. Um amor que abrasava o céu, beijava o vento… Lindo, não é?
Assim de imediato as máscaras foram batizadas: ela, Sassai,  e ele, Nirumbé.
Obviamente, como grandes mágicos que eram, as suas máscaras ganharam vida própria logo após o seu nascimento, não esquecendo, como já se aperceberam, a parte sentimental, amorosa… Nas mãos dos nossos amigos, diziam as máscaras uma para a outra, “agora que te encontrei não pretendo separar-me de ti”; saiba-se que as máscaras haviam rejeitado, veementemente, serem separadas como pretenderam os seus criadores. Uma por esta rua, outra por aquela…. Dirá quem aqui me lê, “o amor não é fácil para ninguém”, não sejamos pessimistas, pressagio eu.

Retomando o início da nossa história, um casal de máscaras, namoradinhos de fresco, acabara de sair das mãos talentosas de Raúl e David, heróis virtuais em seus sonhos de criatividade e imaginação.

O dia de carnaval despertara quente, por isso, propício à brincadeira e ao desfile pelas ruas da cidade, aliás, como o boletim meteorológico havia previsto e, ainda bem, desta feita, não se enganara. Diremos mais, um dia com cheiro intenso a sol!
No princípio, o casal de máscaras chocou um pouco o grupo das outras, porque todas bem aperaltadas com laços e fitas, bocas de cereja, cabelos de fogo frisados, etc, etc, etc…
Entretanto, o desfile começou. Sassai e Nirumbé riam-se a não poder mais, imaginem, com o medo que pregavam ao susto! E as pessoas, com olhares enviesados como se dissessem, “esquisitas máscaras, diferentes, nada bonitas…”
A certa altura do divertido dia, com aquela grande confusão carnavalesca, Sassai tomba da mão de David. Cai, rola um pouco pelo chão… e perde-se da vista do menino que grita: Sassai, Sassai!…
Nirumbé, por sua vez, amarra-se com firmeza à mão do seu criador, deixando deslizar um olhar triste e lacrimoso pela rua a fervilhar de multidão, nunca mais avistando Sassai.
O feiticeiro de Oz, como quem diz David, ainda pensa recorrer aos seus dotes de mago dos sonhos, mas ele está muito acordado no momento; mira Nirumbé que cabisbaixo deixa morrer o sorriso que se transforma num esgar de dor, uma cicatriz de tristeza a riscar o seu rosto de papelão às cores.
Por sua vez, Merlin, ou seja, Raúl, com uma tristeza de pai que perde o seu filho, acaricia as barbas e o bigode de Nirumbé numa tentativa de lhe fazer voltar o riso à boca bem escancarada, num esforço de o compensar da sua perda.
De repente, uma chuva oriunda dum céu polvilhado de nuvens irrompe das sombras negras como que solidárias com a mágoa daqueles dois.
Raúl fica muito quieto, e enquanto a roupa se encharca olha desalentado Nirumbé que se vai descolorindo, amolecendo, transformando-se em papa amorfa de cartão, papel e tinta.
Pelas pedras da rua, um rio de cor forma um charco de lágrimas, vermelhas.
Raúl e David observam as suas mãos vazias sentindo de novo o sol a querer brincar ao carnaval, e sussurram como mágicos que não são: Sassai Nirumbé…Sassai, Nirumbé…


escritora 
Bernardete Costa, 2012.


segunda-feira, 7 de maio de 2012

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Os campeões do torneio




Num certo dia de sol, um rapaz chamado Micael organizou um torneio de basquetebol, onde participaram quatro equipas. Elas chamavam-se “Os Lobos”, “Os Forasteiros”, “Os Navais” e “Os Panteras”. “Os Panteras” eram os mais conhecidos devido à sua força e rapidez.
No dia do torneio, as bancadas estavam lotadas e todos estavam ansiosos por conhecer o grande vencedor. O primeiro jogo, entre “ Os Lobos” e “Os Navais”, começou com uma lesão de um lobo, o jogador 23, que se chamava Rui. O rapaz era alto, magro e um dos melhores jogadores da equipa. O número 19 de “ Os Navais” era também um grande jogador, era de estatura média e corria muito rapidamente. Este primeiro jogo foi muito renhido, mas “Os Lobos” conseguiram vencer.
“Os Forasteiros” e “ Os Panteras” confrontaram-se no jogo seguinte. Ambas as equipas eram mais fracas do que as anteriores. “ Os Panteras” venceram e jogaram a final com “Os Lobos”. Com uma diferença esmagadora, “ Os Lobos” venceram a final, tornando-se campeões.


Micael Sousa
Grupo2

A Sereia Teresinha - Dueto de Leitura


Leitura de Andreia Ribeiro e Sónia Dantas da história "A Sereia Teresinha".


Duas mulheres Bonitas


Leitura de Sónia Dantas.


As Máscaras de Carnaval


Leitura  de Andreia Ribeiro.


Capa do livro Digital - Claúdia Franco


Desenho da capa do livro digital da aluna Cláudia Franco.

"História Breve da Lua" - Teatro Caracol de Corrida




















Os alunos do projeto assistiram no Centro Escolar de Stª Marta à peça "História Breve da Lua" do Teatro Caracol de Corrida no âmbito da atividade "Contornos da Palavra",  numa articulação Expressão Plástica, Biblioteca Escolar e Biblioteca Municipal.

Peça de Teatro "Era uma vez, uma vez" - Eva Fernandes e Jorge Alonso









Os alunos do projeto assistiram na escola sede Pintor José de Brito à peça de teatro "Era uma vez, uma vez" dos atores Eva Fernandes e Jorge Alonso, no âmbito da atividade "Contornos da Palavra",  numa articulação Expressão Plástica, Biblioteca Escolar e Biblioteca Municipal.

Jornal Escolar "Outras Cores"







Divulgação do projeto e publicação de imagens/histórias dos alunos.

O castelo assombrado



Era uma vez um castelo antigo, num reino muito distante. Nesse castelo viviam Frankenstein e três fantasmas: Débora, Catarina e João pedro.
Certo dia, um grupo de turistas franceses foi visitar o castelo. Os turistas viram todo o castelo, mas a segunda grande sala era a mais bonita e tinha móveis muito caros. Nessa sala havia uma estátua de Frankenstein. Os turistas gostaram da estátua do fantasma porque era muito colorida.
De repente, as luzes apagaram-se e apareceram quatro seres estranhos e assustadores. Era o Frankenstein e os seus amigos fantasmas. Os turistas ficaram muito assustados mas perceberam rapidamente que os fantasmas eram simpáticos.
Os turistas jantaram no castelo, com os fantasmas. O jantar terminou à meia-noite e os turistas acabaram por dormir lá.
Tornaram-se amigos dos fantasmas e prometeram voltar ao castelo assombrado.



Filipe Abel
Grupo 3

A menina no aquário




Era uma vez uma menina chamada Joana. Era muito bonita, tinha cabelos castanhos e olhos azuis. A Joana estudava numa escola, onde tinha muitos amigos.
Certo dia, apaixonou-se por uma rapaz da sua turma, no entanto, o seu amor não foi correspondido. Joana sofreu muito com esta desilusão amorosa, e começou a pensar que gostaria de ir viver para um local diferente, onde não houvesse sofrimento.
Um dia, depois de pensar muito, decidiu transformar- se em sereia. Entrou numa aquário gigante, onde havia muitos peixes e estrelas do mar. A sua casa, no aquário, era um grande búzio, rodeado de algas enormes.
 A menina Joana era uma sereia feliz, no aquário, pois tinha muitos amigos e brincavam todos juntos.


Catarina Rodrigues
Grupo3

A loja dos gelados



Em Espanha, na cidade de Barcelona, havia uma loja de gelados. A loja pertencia a um rapaz chamado Pablo e a sua empregada chamava-se Juliana.
O Pablo tinha 20 anos, era alto, moreno e tinha olhos verdes.
A loja dos gelados ficava em frente à praia e, no verão, o Pablo e a Juliana vendiam muitos gelados.
O gelado preferido dos turistas era o  de baunilha, que era servido numa taça com chocolate, morango e chila.


Débora Correia
Grupo 3

O astronauta Manuel





Era uma vez um menino chamado Manuel que tinha um sonho, ser astronauta. O menino cresceu alimentando esse sonho e, um dia, conseguiu torná-lo realidade.
Certo dia, chegou o momento mais esperado, a ida à lua num foguetão africano. Estava tudo preparado, o astronauta equipou-se a rigor para fazer a sua primeira viagem rumo à lua. Fez-se a contagem decrescente e o foguetão descolou, entrando, logo a seguir, em órbita. O Manuel explorou a lua durante cinco dias e depois de uma viagem única regressou à terra, onde contou à família e amigos a sua maravilhosa experiência.


Manuel Casimiro
Grupo 2

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Madalena




Era uma vez uma rapariga chamada Madalena.         
Madalena vive em Viana do Castelo e tem à volta de 40 anos de idade.
É baixa, mede cerca de 1.53cm.Tem olhos castanhos, usa óculos, tem um cabelo vermelho e um brilhante rosto para a idade que tem.
Madalena tem sonhos como todas as jovens da sua idade.
Os seu sonhos são...    Ser feliz, como toda a gente. Ser professora. Ter a sua casinha e o seu carro.      
Assim foi.
Lentamente, o seu sonho foi-se realizando.
Foi surpreendida com um pequeno telefonema, de emprego. A jovem compareceu na escola para saber as condições e, se aceitasse, podia assinar o contrato. Aceitou.
Depois de ganhar o seu dinheiro, no fim do mês, comprou um carro descapotável. Ia dar aulas de inglês (que é uma grande seca...). Apresentou-se aos alunos e, a partir daí, os alunos perguntaram se em todas as aulas tinham que falar sempre em inglês e não uns dias inglês e outros português. Começaram a dizer que aquela aula era uma grande seca. Claro, o primeiro dia de aula é chato e desagradável. Mas gostei muito de ter ido a biblioteca e ter chamado assassina à Sabeli. Desde então, somos amigas.
Sabeli já não é a personagem assassina e mazinha. Agora é Sabeli e a professora Teresa é Princesa. Mas gostei de saber que Sabeli e Madalena são grandes amigas. Porque a jovem Madalena não podia arranjar melhores amigas que a Sabeli e a Princesa. Sempre prontas para
ajudar.

Parabéns Madalena. Professoras como elas duas não há nem conseguem arranjar. Nem eu quero mais nenhuma a não ser elas duas.
E assim acaba a minha história com um final feliz.
Sónia Dantas

A gatinha Poderosa




Era uma vez uma gatinha chamada Constantina.

A gatinha era comprida e franzina. Era branca e preta, de raça rafeira mas muito linda.

Tinha olhos verdes. Era brincalhona, atrevida e esperta.
Como já não era nenhuma menina, já lhe caía o pelo.
O que aconteceu foi que a gatinha saiu à rua e foi atropelada. Teve que dar entrada na clínica veterinária em Portuzelo. Foi assistida pelo doutor White que teve que a operar,  dar um jeito à pele e uns pontos.
A sua dona nunca levava a gatinha de estimação para fazer a vacinação todos os meses. Então o médico aproveitou para lhe dar as que tinha em atraso. 
Mas é uma gata que faz desporto na mesma. É inteligente.
É uma gata diferente de todas.

Sónia Dantas 

A gatinha Constantina




Era uma vez uma gatinha chamada Constantina.
A gatinha era comprida e franzina. Era branca e preta, de raça rafeira mas muito linda.
Tinha olhos verdes. Era brincalhona, atrevida e esperta.
Como já não era nenhuma menina, já lhe caía o pelo.
O que aconteceu foi que a gatinha saiu à rua e foi atropelada. Teve que dar entrada na clínica veterinária em Portuzelo. Foi assistida pelo doutor White que teve que a operar,  dar um jeito à pele e uns pontos.
A sua dona nunca levava a gatinha de estimação para fazer a vacinação todos os meses. Então o médico aproveitou para lhe dar as que tinha em atraso. 
Mas é uma gata que faz desporto na mesma. É inteligente.
É uma gata diferente de todas.

Sónia Dantas

quinta-feira, 26 de abril de 2012

A Flor de Abril




REVOLUÇÃO DE ABRIL

Quando saía da escola, o João ia à oficina do pai que pintava quadros.
O João, quando entrava lá, ficava feliz porque havia muitos mistérios.
O pai de João, certo dia, pintou um quadro diferente.
Era uma espingarda com uma enorme flor vermelha muito viva.
Era o cravo da história da nossa liberdade, do 25 de Abril, do dia que nasceu em Portugal.
O pai do João começou a falar dos tempos de antigamente, quando o nosso país era diferente.
Nessa altura, se as pessoas não gostassem do governo, tinham de ficar caladas. Muitos não gostavam e, por isso, eram presos.
Dizem que em Portugal e em Espanha, as ditaduras duraram mais tempo.
O pai do João fazia gestos largos e abraçava o ar como se estivesse a agarrar o mundo. Portugal era, cada vez mais, um país atrasado e triste.
O pai do João ficou algum tempo calado e triste, de olhos postos no quadro.
Tínhamos uma guerra nas colónias que hoje são países onde se fala português, Angola, Moçambique, cabo verde, Guiné-Bissau, e são Tomé e príncipe. Os povos de África queriam mandar nas terras que já tinham sido dos pais, dos avós, dos pais dos avós.
Em 1974 os portugueses viviam ainda na mais longa ditadura que durava quase há cinquenta anos.
No dia 25 de Abril de 1974 foi a ”Revolução dos Cravos”. Salgueiro Maia foi o grande herói do 25 de Abril. As tropas devolveram Portugal a todos os portugueses.
O pai do João foi a um armário e tirou de lá uma revista, muito velhinha, com as folhas um pouco amarelas. Quando a abriu estava cheia de fotografias a preto e branco, como a televisão daqueles tempos.
Para se fazer uma revolução, tem de haver muita gente do mesmo lado. O 25 de Abril tinha sido só um golpe do estado. Os militares tomaram o quartel do Carmo sem que um só tiro fosse disparado. Marcelo Caetano soube que não mandava mais, rendeu-se e entregou o poder a um general chamado António de Spínola, que veio a ser presidente da república.
Em 25 e Abril, o país acordou para uma vida diferente. A liberdade era uma coisa nova, as pessoas tiveram de se habituar a ela devagarinho.
Essa é a maior lição do 25 de Abril. “Um dia, também tu vais ter o poder de decidir com o teu voto, o que queres para o nosso país.
Disse o pai ao João. E acrescentou: “Se não o fizeres, os outros vão decidir por ti e quando os outros decidem por nós, não somos livres”.

Resumo do livro
 “A flor de Abril - uma história da revolução dos cravos”
de Pedro Olavo Simões.

Cláudia Franco
Grupo 4

Cravos 25 de abril


Fotografia - Cravos 25 de abril




REFLEXÃO SOBRE O TRABALHO DO 25 DE ABRIL

O 25 de Abril, para nós, é importante porque reapresenta liberdade, revolução, direitos e fim da ditadura.
O trabalho que nós realizámos foi sobre o 25 de Abril e fizemos um power-point a falar sobre o 25 de Abril.
Achamos que devíamos fazer este trabalho porque as pessoas ainda não conhecem bem a data 25 de Abril, o que é, o que era, o que se fazia, como era antes do 25 de Abril.
Nós gostámos de realizar este trabalho porque o 25 de Abril tem uma história engraçada para contar - antes de 25 de Abril e depois do 25 de Abril.
                                                  



Trabalho realizado por:
 Cláudia Franco e
Sónia Dantas
26-04-2012