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quarta-feira, 15 de junho de 2011

A Formiga Palhaço

Era uma vez uma formiga que tinha o sonho de ser palhaça, mas os seus pais não deixavam.

Um dia, apareceu um anúncio no jornal que dizia o seguinte: “ Precisa-se de formiga para fazer um número de palhaço. Contacto – 812113459 ”.

A formiga pegou logo no telefone e começou a marcar o número. Era o número do circo. Ficou toda contente, principalmente porque o senhor que atendeu lhe disse que se ela quisesse poderia começar logo nessa noite a trabalhar. No entanto, havia um problema, os seus pais não podiam saber de nada.

Ao final da tarde, a formiga resolveu ir para o circo preparar-se para o seu grande momento. Antes de sair, escreveu um bilhete aos pais com o seguinte: “ Papá e mamã, quero convidar-vos para assistirem a um espectáculo logo às 21h no circo da cidade.” Deixou-o em cima da mesa e foi-se embora.

Quando os pais chegaram a casa, encontraram o bilhete e apesar de acharem muito estranho o convite, resolveram ir.

Chegaram ao circo e sentaram-se tal como as outras pessoas, preparados para assistir ao espectáculo, sem sequer imaginar o que estava para acontecer…

Quando o circo começou, para seu espanto, no meio da alegria daqueles palhaços todos, havia uma palhacinha muito divertida e especial, era a sua filha.

Toda a gente se ria e aplaudia com muito entusiasmo.

No final, a formiga foi ter com os seus pais, que a abraçaram orgulhosos. Foi então que resolveram deixar a sua filhota seguir o seu destino e ser palhaça, tal como sempre sonhara.

A formiga ficou muito feliz, pois finalmente tinha a concretização do seu grande sonho.

Claúdia Franco


O COELHO COMILÃO




Um dia, estava a brincar no meu quarto, quando olhei pela janela e vi algo estranho.

- Hum! Não pode ser! Devo ter os óculos sujos. Oh! É mesmo um coelho a passear!

Tinha uma orelha maior do que a outra, a cara grande, os olhos pequenos e os bigodes grandes. Tinha uma t-shirt, umas mãos grandes, e numa delas tinha uma cenoura. Depois vestia umas calças e tinha uns sapatos! Nota-se que ele era muito comilão. Andava sempre à espera que alguém quisesse ir à beira dele, e depois fugia.

Estava sempre à espera que alguém lhe atirasse comida para o chão. Só estava bem a roer cenoura, pão, cascas de batata e couves! Toda a gente gostava muito de o ver a comer… Achavam piada à maneira de ele comer. Também gostava de jogar futebol.

A menina que estava doente, no hospital, gostava de apreciar este coelho. Um dia, quando já se sentia melhor, perguntou à mãe:

- Achas que poderia ter um coelho, quando fosse para casa?

- Claro! Vou tratar disso… Mas temos de lhe dar um nome.

- Já sei! Roni se for um coelho e Rita se for fêmea.

Uma semana depois, quando a menina teve alta e chegou a casa, viu um casal de coelhos e ficou muito feliz. Abraçou a mãe e agradeceu.

Embora não tivesse um coelho comilão, gostava de ter a tarefa de tratar dos herbívoros. Sentia-se mais responsável!

Sónia Dantas